Biografias
QUEIRÓS, Tomé José de Barros (1872-1926)
Chefe de Governo

Tomé José de Barros Queirós nasceu a 2 de Fevereiro de 1872.

Natural de Quintãs, concelho de Ílhavo. Foi trabalhar para Lisboa com apenas 8 anos, iniciando estudos nocturnos na Escola Elementar de Comércio, ao mesmo tempo que trabalhava como caixeiro na Casa José de Oliveira (candeeiros e canalizações), da qual veio a tornar-se proprietário em 1911.

Fundou a Associação dos Caixeiros Nocturnos e A Voz do Caixeiro, e integrou os órgãos das companhias do Boror e Mutualidade Portuguesa. Colaborou n’O Caixeiro e foi vogal do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro Portugueses (de Dezembro de 1910 a 1926).

Foi co-director do Centro de Fraternidade Republicana em 1889 e membro das comissões de instalação do Centro Republicano de S. Carlos e municipal de Lisboa.

A sua carreira política iniciou-se na administração local, presidindo à Junta de Freguesia de Santa Justa e integrando, entre 1908 e 1911, a vereação da edilidade lisboeta.

Em 1911 foi eleito deputado por Lisboa às Constituintes, para a Câmara dos Deputados, por Torres Vedras entre 1911 e 1915, pela Horta, em 1922, e novamente por Lisboa, entre 1922 e 1924. Foi vice-presidente da Câmara dos Deputados. Representou o Partido Republicano Português (a que aderiu em 1888), o Partido Unionista (entre 1911 e 1919, integrando o directório), o Partido Liberal (a partir de 1919, no qual presidiu ao directório) e, finalmente, o Partido Nacionalista (depois de 1923, chefiando a bancada parlamentar). Pertenceu, ainda, à Maçonaria, onde se iniciou, em 1912, na loja Acácia, sob o nome de Garibaldi.

A sua actividade governativa começou no Ministério das Finanças, do executivo saído da revolução de 14 de Maio de 1915, que presidiu até 18 de Junho seguinte e onde já tinha ocupado os lugares de presidente do Conselho Disciplinar, presidente da Comissão de Reforma Aduaneira e Serviços Fiscais, secretário-geral e director-geral da Fazenda Pública, sendo responsável pela reforma tributária de 1911.

Entre 24 de Maio e 30 de Agosto de 1921 chefiará o Executivo, acumulando com a pasta das Finanças. O seu mandato é marcado pelo fracassado recurso ao crédito externo, que Afonso Costa havia prometido assegurar.

Em 1925, foi convidado a candidatar-se à Presidência da República, acabaria, no entanto, por morrer em Maio do ano seguinte.