Nasceu em Avanca (Estarreja) a 29 de Setembro de 1874 e faleceu em Lisboa a 13 de Dezembro de 1955. Formou-se em Medicina, em 1898, na Universidade de Coimbra, passando a integrar, quatro anos depois, o corpo docente da sua Faculdade de Medicina.
Em 1911 mudou-se para Lisboa para exercer a docência da cadeira de Neurologia na recém-criada Faculdade de Medicina. Mais tarde, em 1929, foi seu director. Dedicou-se à investigação e os seus trabalhos sobre a angiografia cerebral e o desenvolvimento da leucotomia, intervenção cirúrgica sobre o cérebro, granjearam-lhe fama, respeito e reconhecimento, nacional e internacional, do qual se destaca a atribuição, em 1949, do Prémio Nobel.
Porém, essa distinção causou algum mal-estar ao poder político do Estado Novo do qual Egas Moniz sempre se distanciou. Aliás, a par da sua carreira de investigador e docente, durante um largo período, até aos anos vinte, foi desenvolvendo uma activa participação política, iniciada, em 1900, como deputado e que atingiu o seu ponto alto com a ocupação da pasta dos Negócios Estrangeiros no Governo de Sidónio Pais, que coincidiu em parte com a chefia da delegação portuguesa enviada à Conferência de Paz (1918/19). Pelo meio, envolveu-se na conspiração frustrada de 28 de Janeiro de 1908 contra a ditadura de João Franco; aderiu à República, em 1910; foi novamente deputado (1911/13) e ajudou a fundar, em 1917, o Partido Centrista.
Foi autor de uma vasta obra de cariz científico e literário e presidiu, em diversas ocasiões, à Academia das Ciências de Lisboa.
Anterior
|
Seguinte
|
|---|



Seguinte

