Nasceu em 1848 e faleceu em 1901. Jornalista de profissão, em 1880, foi pela primeira vez eleito deputado, sendo reeleito novamente em 1884, 1887 e 1890. Além da actividade política e jornalística em 1886 assumiu funções como bibliotecário-mor da Biblioteca Nacional de Lisboa.
Na sequência do Ultimato de 1980 foi nomeado ministro da Marinha e Ultramar, mas não esteve durante muito tempo no cargo, pois em 19 de Junho de 1891 foi nomeado comissário régio de Moçambique. Ali permaneceu até 1892, voltando depois em 1894/95.
Num famoso relatório advoga a valorização da colónia, considerando, por outro lado, os negros como crianças grandes. Pretendia levar a cabo uma política de colonização branca, em que os contingentes populacionais dispusessem de algum capital e preparação para a vida nas colónias. Advoga a nacionalização das missões religiosas nas colónias e insurge-se contra a expansão do islamismo em Moçambique. Critica o centralismo metropolitano, como contraponto do reforço da sua autoridade. Notabilizou-se pela pacificação de Moçambique e pela derrota e prisão de Gugunhana.
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